Proinvest na Mídia

JORNAL D’AQUI – TRABALHANDO NA GRANJA

Postado em 5 de junho de 1996 às 19:58

Jornal D'Aqui  - Trabalhando na Granja Viana.1docx

Pouca Gente conhece a Granja Viana como Hélio Alterman. Há 19 anos, através de um anúncio de Jornal que procurava universitários para um trabalho de pesquisa, ele chegou por aqui num tempo em que o bairro era outro. Sem telefone, falta constante de luz, ruas de terra e poucas casas, ele percorria a Granja fazendo pesquisa de mercado para Waldir Luciano Imóveis. “ Era uma outra Granja, agente percorria grandes distancias, batendo de porta em porta para saber o que os moradores achavam da região e o que queriam, suas sugestões,” conta. Sem muros e portões, a recepção calorosa era feita pelos cachorros com suas patas enlameadas.

Hélio cursava administração de empresas, de manhã, e, à tarde, vinha para a Granja como seu primeiro emprego, não podia errar. Queria fazer o melhor  “ A ideia da Imobiliária era  muito inteligente. Os estudantes tinham que fazer plantas por onde andassem, o que na verdade servia de elementos para os corretores. Aqui não existia ainda um mercado e estava se descobrindo a região”.

Percorria a região, ainda pouco conhecida, com o fusca que ganhou do pai. Uma surpresa a cada dia perdia-se, atolava, descobria novos caminhos e lugares novos. Além das aventuras diárias, formou grandes amigos. O baixo salario, que só dava o combustível, não importava muito. Afinal, era apenas um serviço temporário. Pretendia futuramente, ser sócio do irmão numa agencia de propaganda.

Dois anos depois, passou um período na parte administrativa da imobiliária “Era um tipo de boy de luxo”. “Como não havia telefone por aqui, ia até um único posto, no quilômetro 16, e outras coisas do gênero”

Quando já estava ambientado ao estilo granjeiro de viver, foi convidado para trabalhar no escritório da rua Sergipe. Apesar de não depender financeiramente do emprego, levava tudo muito a sério, brigando pelo que achava justo. Acabou mudando o estilo de trabalho da empresa e adquirindo a confiança de Waldir Luciano, chegando a ser seu procurador, com amplos poderes “ Agradeço ao Waldir tudo o que fez por mim . Pude crescer profissionalmente. Trabalhar aqui foi a minha escola, a minha vida” O emprego provisório virou projeto de vida. Adaptou o currículo obrigatório, exigido pela faculdade para estágio, no trabalho que fazia, descobrindo que aquilo era o que sabia fazer.

Nasce a Proinvest

Em 1987, Hélio deixou a Waldir Luciano, com direito a uma festa de despedida e uma viagem premio para Itaparica, pelos 10 anos de casa. Ao lado de seis amigos, entre o próprio Waldir Luciano, formou a Proinvest.

A nova empresa seria uma empreendedora, um filão do mercado que ainda não estava sendo explorado. Tempos depois, mesmo com a saída do Waldir, a equipe principal se manteve, baseada, principalmente, numa antiga amizade.  “ A sociedade nasceu de uma aliança, de uma amizade muito forte. Apesar dos conflitos profissionais, pela concorrência, houve respeito e amizade mútuos.”

A Proinvest cresceu e, com ela, a região. Diferente da Granja antiga, que Hélio viu crescer, nasceram diversos condomínios fechados, os terrenos diminuíram, o asfalto foi chegando e as pessoas já não se conhecem como antes. Com isso, o mercado também mudou. “ Com o plano real as pessoas se conscientizaram que não adianta a especulação imobiliária. Agora elas dão prazos longos de 24 a 36 e até 60 meses na venda de um imóvel. Essa é a realidade do mercado de hoje. Em todos os setores reclama-se da falta de dinheiro.”

Mesmo mais abertos a negociações, o perfil de quem se interessa em morar na região mudou um pouco. Em geral, ainda são casais jovens, com filhos pequenos, que veem no bairro um modo de vida mais saudável. Em troca de um apartamento classe média em São Paulo, aqui têm-se ar puro, muito verde e qualidade de vida. “Mas já exigem asfalto na porta e a segurança dos condomínios. Aquele granjeiro antigo, que vive de portas abertas, está indo mais pra frente.”

A Proinvest, segundo o Hélio, é a empresa do bairro que mais investe em anúncios. É uma forma de mostrar que acredita na região. “Estamos diariamente em jornais e revistas, grandes ou pequenos. Acredito na região e vale a pena investir aqui. Temos uma boa infraestrutura  comercial e ainda somos privilegiados pela qualidade de vida,” diz. Faz uma ressalva “ Mas  acho que ainda fala uma união maior entre os moradores, que deveriam se unir, formar associações, prestigiar nosso comercio e transferir o titulo de eleitor para escolher bem seus representantes. As pessoas não tem ideia da dimensão da região e de seu potencial.”

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